terça-feira, 30 de abril de 2013

Produção Independente - Erros comuns na divulgação de eventos

Flyer concebido e produzido até a arte final pela Boutique da Música

http://boutiquedamusica.wix.com/boutiquedamusica

Divulgação - erros comuns

Em épocas de internet, quem trabalha com produção de eventos, usa e abusa dos recursos free da rede.
E-mails, Facebook, Twitter são ferramentas poderosas para um boa divulgação gratuita.
Bom mesmo seria, se todos os eventos, todos os projetos, todos os clientes tivessem verba para um packshot, um teaser, uma chamadinha na rádio mais ouvida do momento, um anúncio na revista do segmento. Mas sabemos que não é assim que funciona. 
A Boutique da Música não é uma exceção. Seja fornecendo música ao vivo, orquestrando uma produção cultural ou cuidando da divulgação de algum evento, trabalhamos com clientes que possuem reservas financeiras e clientes sem nenhuma reserva financeira. Nosso desafio é proporcionar ao cliente, seja qual for o seu porte, um retorno à altura do capital investido. Desde que o mundo é mundo, dinheiro chama dinheiro. Mas, quando esse capital é frugal, nosso trabalho é potencializar ao máximo, o retorno do investimento, da forma mais econômica para o cliente.
Existem técnicas e estratégias, que nos permitem conseguir potencializar uma ação de marketing, com investimento "simbólico". 
Deixando a parte técnica da operação de lado, gostaria de abordar aqui, alguns erros comuns, que temos presenciado em alguns artistas, grupos e bandas, em suas divulgações.  A intenção do post é orientar a esses profissionais, que com pouco ou nenhum conhecimento de marketing, literalmente "se viram nos trinta" e tentam da melhor forma possível, colocar seu trabalho no mercado e subsistir nessa dura aventura que é viver da cultura. Para esses profissionais, o que resta para sua divulgação é a internet, através de flyer eletrônicos, postados nas redes sociais, ou enviados por e-mail.

O maior erro que tenho  acompanhado,  é a falha de comunicação com o público alvo.  Principalmente em eventos musicais e culturais de artistas que ainda não são conhecidos, não estão na mídia, não possuem um produtor, um profissional para cuidar do assunto. Que trabalham de forma independente, quase artesanal, cuidando de tudo na maior parte do tempo. 

Definir o público alvo. É ele quem vai (ou quem deveria) ditar a linguagem, imagem  e conceito utilizados no material de divulgação. A arte de seu flyer, deve se identificar diretamente com o público que você quer  atingir. Há duas semanas atrás, recebi um convite para um evento em Niterói de skatistas. No final do convite, a pérola: - Sua presença será apreciada. (risos)... Imaginem um skatista verbalizando essa frase... (risos 2)
Por exemplo: - O show será de um grupo de pagode. Não faz sentido, utilizar um texto formal, cheio de cerimônias e termos austeros. Fontes  do tipo “arial”, quadradas, sem charme, sem curvas. Uma fonte bem trabalhada em seu título, pode fazer milagres na hora de conquistar o interesse do público.
Ora...  O pagode traz a leveza do carioca por si só. É um balanço, um “bo-ro-go-dó que só o carioca tem.  É bem vindo um tantinho de comicidade. Algo que desperte o riso com facilidade.  Pode ser uma imagem 3D, um gráfico, uma expressão engraçada para se referir ao swing do grupo. Uma gíria “tribal” (sem exageros) que lembre o bom humor do pagodeiro, sempre disposto a raiar o dia no “ziriguidum” e na alegria.
Outro recurso que utilizo no material de divulgação dos artistas que produzo, é a citação de duas ou três músicas de sucessos, que serão interpretadas. Cito o título das músicas, sempre agregado a uma frase de efeito, relativa a música em questão, quando há necessidade.
Lanço mão da memória musical do público em geral, que vez em quando, precisa ser “cutucada”.

Outro erro comum: - Utilizar cores erradas, sem dramaticidade, cores frias em sua maioria.
Muitos artistas (erroneamente) solicitam de seus produtores, ou do designer que está desenvolvendo o trabalho, que o material  de divulgação seja de acordo com as cores da marca do grupo. Imagine se a cor do grupo é branco e verde oliva? Imagine um flyer, para divulgar um grupo de pagode, todo em branco e verde oliva...
Estudos comprovam, que as cores frias não despertam curiosidade, nem prendem a atenção do público, não despertam o desejo de aquisição.
Minha sugestão é compor um fundo, com cores vibrantes e quentes, que sejam harmoniosas com as cores da marca do grupo do exemplo acima (telha, coral, marron queimado, bordô, mostarda).
Dessa forma, mesmo que a logomarca do artista predomine a cor fria, uma bela arte com cores quentes que harmonizem, agregará valores de atenção, de curiosidade, e de desejo de consumo.
Ahhh... E por gentileza, mudem a arte. Conheço grupos que tocam em vários lugares diferentes e que distribuem flyers eletrônicos; onde só trocam os nomes e endereços, a data e o horário. Mantém o mesmo fundo, a mesma foto, a mesma fonte para informações. Sabe o que me  parece? Que o mesmo artista, fará o mesmo show, no mesmo lugar, daquele último flyer que vi... A reação imediata é : - Ahhh já sei. Já vi.

O pior de todos os erros: - A qualidade da foto (lê-se: A total falta de qualidade da foto).
Senhores, pelo amor dos produtores canonizados e do santo público nosso de cada dia!!!!!
 A sua foto é a sua imagem, que chegará primeiro ao público e é o que definirá, se o público quer vê-lo.
Sim, todos gostam de sua música! Sim, todos amam sua interpretação magnífica. Sim, amam o timbre de sua voz, amam seus solos de guita! Mas imagine a má impressão que você causa, ao utilizar uma foto de qualidade duvidosa, para anunciar ao seu querido público, o próximo show. Ou utilizar a mesma foto que utilizou no evento que fez no semestre passado.
Sim, eu sei que muitas produções não comportam verba, para a contratação de um fotógrafo profissional. Mas isso não é motivo de utilizar uma foto de celular para o material de divulgação. Por favor!!!
Tenha trabalho. Se você não tem um produtor, se é um artista independente, se está na batalha de matar um leão por dia, já está acostumado a trabalhar que nem maluco. Trabalhe um pouquinho mais, ok?
Peça emprestada uma câmera fotográfica, mesmo as mais simples, digitais. Todo mundo tem uma dessas. Um amigo, um familiar, um vizinho.
Se prepare para a foto! Tome um banho demorado, cuide da pele, da barba, do cabelo. Meninas  maquiem-se. Coloquem-se lindas. Olhar brilhante. Nariz levemente erguido. Ó... O cabelão tem que estar impecável!!! Sorrisão é sempre muito bem vindo. Pensem no evento como um todo. Vistam-se de acordo com o show que apresentarão, para que a foto harmonize com o material de divulgação e consiga dar ao público, uma prévia do que eles encontrarão no show.
Resista bravamente a posar, tendo uma planta atrás de você! Por favor!!!!  Já vi muitas fotos de artistas, com aquela pose de estúdio, na frente do muro de algum lugar, com samambaias, comigos-ninguém-pode e outra infinidade de plantas caseiras como fundo da foto. Isso é feio!!! A não ser que seja um jardim, muito bem cuidado, com flores diversificadas, ou uma floresta, não faça esse tipo de foto.
Um solução interessante, é pegar o lençol  mais bonito da sua casa. Prefira os lisos, sem estampas. Passe-o bem esticadinho. Prenda com fita adesiva em qualquer parede e pronto! Você já tem um belo fundo, que dará um aspecto mais profissional as suas fotos de trabalho. Tome cuidado para não utilizar um lençol branco e colocar uma roupa branca. (risos) Pense no contraste. Se o fundo for branco, coloque uma roupa colorida, ok?

Abaixo seguem mais alguns flyers desenvolvidos pela Boutique da Música
Espero que tenha ajudado!
Beijos cheios de amor a música!
De Niterói para o mundo!!

Anúncio do dia dos pais no Sushi Hall, para o jornal O Estadão

Anúncio para o dia dos namorados no Sushi Hall para o jornal O Estadão
  




segunda-feira, 22 de abril de 2013

A Divindade da Música


A divina música
Boutique da Música pergunta: Onde nasceu a música?
A música é mesmo divina?

A intenção deste post não é falar de cultura, nem de estilo musical, nem de ritmos. Cada um tem sua preferência desta arte. Alguns preferem música para ouvir, outros, música para dançar, outros música para relembrar, outros, música para se inspirar e outros ainda, música para rir ou chorar. Alguns preferem a música no cd, no rádio, no pc; outros (como eu), não abrem mão da música ao vivo, aquela ali, no show, sendo feita na hora.

O fato é que a música é uma preferência mundial em seus vários estilos. Muito já foi dito sobre o assunto e entre tantas afirmações, a única que temos realmente certeza é que o ser humano é suscetível a música. Alguns menos, outros mais e outros ainda são totalmente tomados por ela.

A questão central deste post é: - Existe divindade na música? É sobrenatural? Algo que transcende o material,e adentra o etéreo, o espiritual?

Eu já li várias teses à respeito da origem da música, do efeito da música no comportamento humano. Uns muito ortodoxos, outros, nada ortodoxos. Alguns muitíssimo interessantes. Outros, que inspiravam o sono de quem estava lendo. Uns, até faziam sentido para os que creem. Outros, que não convenciam nem ao mais fervoroso “crente”. Reparem aqui, que digo “crente” e não cristão. Favor fazer separação de significados.
Algumas teses são fantasiosas, dignas dos deuses gregos e suas hostes. Poderia citar algumas pérolas encontradas na internet e na literatura em geral, mesmo achando exageradamente fantasiosas, sem nenhuma raiz de comprobatoriedade. Nada que pudéssemos classificar de histórico. Mas que ao final, deixariam uma pintura de fundo, um painel divertido para filosofarmos sobre a alegada “divindade da música”. Eu preferi sinalizar o caminho do divino livro e divina tese. Ahhh... Sei que um montão de leitores discordarão. Tudo bem. Não pretendo ser a detentora da verdade. Apenas abordar o assunto com um cadinho mais de propriedade da proposta tese. 
                                                                                                                                                                                            

Porque se diz que a música é divina? Porque mexe tanto com o emocional do ser humano?


Cientistas e estudiosos afirmam que ainda não sabem de tudo relacionado a este assunto, mas têm certeza que os sons compassados afetam diretamente os seres humanos. Os bebês apresentam alteração de comportamento, os haitianos entram em transe, militares assumem postura mais agressiva em marcha ao som de cânticos de vitória.
Schullian e Schoem explicam: “Música não depende das funções superiores do cérebro para franquear entrada ao organismo, ainda pode excitar por meio do tálamo, o posto de intercomunicação de todas as emoções, sensações e sentimentos. Uma vez alcançado o tálamo, o cérebro superior é automaticamente invadido, e, se o estímulo é mantido por algum tempo, um contato íntimo entre o cérebro superior e o mundo da realidade pode ser desta forma estabelecido.”
Dificilmente existe uma função no corpo que possa não ser afetada pelas pulsações e combinações harmônicas de tons musicais. A atividade musical atinge quase todas as regiões do cérebro e sistemas neurais. Quando uma canção emociona, são ativadas estruturas nas regiões instintivas do verme cerebelar (modula a produção e liberação dos neurotransmissores: - Dopamina e noradrenalina), e da amídala. Na leitura musical, o córtex visual é a área utilizada. Acompanhar a música,  ativa o hipocampo (responsável pelas memórias). Para a execução são acionados os lobos frontais, córtex motor e sensorial.

Deixando a ciência de lado, acho que todos nós concordamos que de alguma forma, a música mexe mesmo com as emoções.
 Partimos assim, para a segunda pergunta que não quer calar: De onde veio esta poderosa invenção, que sem pedir licença, invade nosso organismo, e influencia nossas emoções e comportamento?

“Na história são importantes os nomes Pitágoras, inventor do monorcórdio para determinar matematicamente as relações dos sons. E o de Lassus, o mestre de Píndaro, que perto do ano 540 AC, foi o primeiro pensador a escrever sobre a teoria da música.
Outro nome é o do chinês Lin-Len, que escreveu também um dos primeiros documentos a respeito da música, em 234 AC. Época do imperador chinês Haung-Ti. Lin era um de seus ministros e estabeleceu a oitava em doze semitons, aos quais chamou de doze lius.
Esses nomes podem ser considerados contemporâneos, se... E eu disse “se” considerarmos uma fonte bastante antiga, a até agora, não refutada pela ciência, a Bíblia.

A Bíblia cita Jubal, em Gênesis, como pai de todos os músicos. O ancestral daqueles que tocavam harpa e flauta. Porém, essa mesma escritura nos aponta em outras passagens, que a música já existia muito antes de Jubal e que foi concebida no interior de Deus, que foi transferida para um ser de luz, e depois retransferida para os seres humanos.

Numa conversa com Jó, Deus se refere a Ele mesmo e suas estrelas cantantes:
"Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem sobre ela pôs o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva, juntas alegremente cantava, e os filhos de Deus jubilavam? Jó 38:4-7

Na lamentação da queda de um anjo de luz, que se achou iníquo antes da criação do homem, Deus se refere a sua extrema beleza, valor, e cita o dia que foi criado dentro deste ser, os sons dos instrumentos:
"Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônica, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os sons dos teus tambores e os teus pífaros; no dia em que fostes criado foram preparados. Tu eras o querubim ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti." Ezequiel 28:13-15

Há um acordo comum entre estudiosos da Bíblia, sobre a posição deste ser de luz, que foi achado em crime:
- Foi banido do céu, impedido de exercer sua posição de maestro celestial, perdendo o dom de se comunicar com Deus através da música. Sua música foi considerada inadequada para o serviço de adoração a Deus. Adoração esta que foi restabelecida pelo ser humano no louvor a Deus, tendo como primeiro maestro humano citado na Bíblia, Jubal.

Alguns pontos para pensarmos, é que a música é composta de sete notas. Sete é o número da perfeição da divindade, de acordo com a Bíblia, com a Cabala Judaica e com a matemática bíblica.
Pensando sobre essa divindade, encontro um ponto de "explicação" sobre a influencia que a música exerce nas almas, nos seres humanos... Mas não apenas nos seres humanos, mas em todas as almas, inclusive animais... Se me permitem... Meu pitbull, o Darkan, falecido há pouco tempo, adorava o som do violão. Era só começarmos uma música e ele vinha para perto. Ficava literalmente grudado em nós, e reclamava quando parávamos. Latia para o violão e olhava para nós. E era só recomeçarmos, e ele se acalmava.
Penso que a música tem em si o poder de tocar a alma, os sentimentos, por ter sido criada por um ser que ama incondicionalmente. Eu particularmente não conheço nenhum outro ser que tivesse amado tão apaixonadamente, tão "loucamente" o ser humano, como Deus amou.
Neste aspecto, Deus encontrou seu instrumento de comunicação soberana com o homem. O homem pode resistir a conselhos, admoestações, a doutrinas, a dogmas. Mas a música, o homem não resiste.

Penso que a música, tem em si o poder de se comunicar com as almas, os sentimentos, por ter sido criada por um Ser que ama incondicionalmente.
Deus encontrou seu instrumento de comunicação soberana com o homem. A música que não pede licença, simplesmente entra. Nos cativa. Nos conquista. Nos vence. Nos constrange.

Para corroborar a tese, indico o vídeo do Pr. Marco Feliciano no youtube: O poder da adoração, aqui http://www.youtube.com/watch?v=pLui4cw2QW8
Interessante a narrativa, cheia de ilustrações e simbologias, que enriquecem a questão, que simpatizo em demasia. Esse homem possui um entendimento peculiar da música, sua origem e sua natureza.

Se... Eu disse "se" formos de encontro a essa tese, como verídica... Podemos dizer que sim!! A música é divina!!!! E explicaria muitas outras coisas... Mas isso é assunto para um outro post.

Beijos cheios de amor a música!!!!!

Matéria oferecida por: http://boutiquedamusica.wix.com/boutiquedamusica

Referências:
Almanaque Folha, Zona Branca, Com ciência

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Boutique da Música entrevista : Fatima Guedes


Fatima Guedes emocionou Niterói no Gracioso.
Boutique da Música entrevistou: - Fátima Guedes, no Gracioso Café Bistrô em Niterói
Boutique da Música conferiu!

Fatima Guedes, cantora e compositora, vegetariana, artesã das almas, da música, influenciada pela mãe, uma professora de literatura que a iniciou no mundo das letras; começou a compor com 15 anos. Desde então Fátima Guedes emplacou um sucesso atrás do outro. A cantora e compositora possui uma obra com onze discos gravados e muitas, muitas composições.
Suas músicas já foram gravadas por grandes nomes da nossa MPB, como  Maria Bethância, Nana Caymmi, Simone, Alcione, Leny Andrade, Beth Carvalho, Ney Matogrosso, Alaíde Costa, Jane Duboc  entre outros.
Fátima Guedes  está na estrada, desde maio de 2012,  com o espetáculo “Transparente”, onde canta Gilberto Gil, Gabriel – O pensador, Thiaguinho, Guinga, Lenine, Chico Buarque entre outros e surpreende a todos com um show pra cima, brincalhão, onde ela imprime sua marca nas mais variadas canções e ritmos contemporâneos.  Traz quatro canções autorais inéditas e alguns de seus grandes sucessos completam a obra. A concepção e sucesso do espetáculo, ela credita totalmente a sua nova fase de moradora do Rio de Janeiro, após 15 anos de Teresópolis.
Para o Gracioso Café Bistrô, a pedido de seu pianista Fernando Merlino,  Fatima Guedes também acompanhada de Jamil Jeanes no baixo, trouxe o pocket do espetáculo “Tanto que  aprendi do amor”. Um  show totalmente  autoral, permeado com a  poesia de Manoel Bandeira, que complementa assim, suas percepções sobre o  amor.
Eu estive lá e posso assegurar que foi uma apresentação, onde todas as almas foram expostas. Uma turma de mulheres e  homens  (no plural mesmo, vários, velhos, novos...) chorando emocionados, sensibilizados pela poesia,  voz ,  interpretação e pelo amor de Fátima Guedes.

Após o show, a Diva bateu um papo comigo. Confesso que em mais de um momento, tive que segurar as lágrimas durante a entrevista. Foi igualmente emocionante! Então vamos lá! Prepare-se para um banho de cultura e sensibilidade dessa ”artesã da música, da arte, e da alma - carioca - zona norte - pé no chão.”

Valéria: -  Você está na estrada com o espetáculo” Transparente” que é o maior sucesso de público e crítica. Porque escolheu fazer aqui no Gracioso, o “Tanto que aprendi do amor”?
Fátima Guedes: - Fazer este espetáculo hoje, foi preferência do Fernando  Merlino. Ele ama esse show, ama o repertório. E apesar do espetáculo ter sido encerrado por volta de 2010/2011, eu acatei o pedido dele, porque o show é realmente muito bonito, e eu faço tudo que o Merlino me pede. E ele tem muita razão no pedido. Veja... Nós preparamos um show geralmente para trabalharmos por um ano meio, um ano e oito meses, dois anos no máximo. Que é o bastante para viajarmos, mostrarmos o trabalho. E depois partimos para a concepção de outro espetáculo. Este show foi tão bom, mas tão bom, que ficou em cartaz por uns cinco anos aproximadamente. Eu sou uma apaixonada por literatura, e foi uma pesquisa deliciosa pelas poesias de Manoel Bandeira. Fui costurando os blocos, e o resultado foi um espetáculo muito teatral.  O show na sua concepção  possuía marcações, troca de figurino, iluminação, toda uma dramaticidade, que aqui não foi possível, por isso trouxemos uma pequena partícula do que era a apresentação do “ Tanto que aprendi do amor”.
Valéria: - E como você se sente, quando olha a plateia inteira, composta por mulheres e homens de todas as idades, chorando copiosamente, sem conter nem esconder as lágrimas, emocionados com suas canções?
Fátima Guedes: - (risos) Eu estou na vida artística para chacoalhar a mente e a emoção das pessoas. Eu não estou nisso porque quero, nem porque desejo. Acredito numa missão. Meu interesse não é dinheiro, fama ou qualquer coisa que pareça com isso. Eu quero cumprir minha missão de chacoalhar os pensamentos, e aí a emoção vem naturalmente. Foi pra isso que eu vim. Eu não faço entretenimento, eu faço arte. E não me considero uma artista. Me considero uma artesã da música e das almas das pessoas.
Valéria:-  O que você ainda não gravou e gostaria de gravar?
Fátima Guedes:-  Meu Deus... Olha... São tantas coisas maravilhosas... (hesitante) São tantas músicas, tantos nomes... E  novos nomes, novos talentos que vão surgindo... Tem coisas incríveis de Guinga, de Dori Caymmi, por exemplo... Depende do momento...
 É assim: - Toda observação para um novo show, pertence a um “click” que sua percepção, vai depender do momento que se está  vivendo.
Valéria: - Recentemente, Jorge Vercillo disse num chat que “gravaria ritmos atuais, como o funk por exemplo, desde que a qualidade melhorasse, porque a qualidade ainda é muito ruim”. Você gravaria outros ritmos?
Fátima Guedes: - Olha, o funk é uma música espetacular na medida em que retrata a realidade, o dia a dia das comunidades cariocas. É cultura. Se as letras trazem violência, ou os choques a algumas mentes,  a desvalorização da mulher por exemplo, é porque essa é a realidade que quem canta o funk vivencia. Mas apesar disso, e ninguém pode negar, é um ritmo fabuloso. É pra cima, mexe com todo mundo. É o que diz a letra: -“É som de preto, de favelado, mas quando toca, ninguém  fica parado”.
Se eu gravaria outros ritmos? Sim. Gravaria. Acho que já estou bem no caminho. No trabalho novo, “Transparente” eu já estou até cantando Rap no show. (risos)
Valéria: - O que você acha das releituras?
Fatima Guedes: - Eu acho ótimo. O negócio é colocar a música na rua. Não cabe a mim, falar da qualidade  de uma determinada gravação ou releitura. Cabe a mim, fazer música, fazer com que a letra diga o que for necessário dizer. Claro que numa mídia democrática como a internet, e com a tecnologia digital agora ao alcance de todos, onde é possível gravar um CD de excelente qualidade no quarto da sua casa, a gente encontra bons cantores, outros medianos, outros não tão medianos, mas o que eu acho que tira a prova dos nove, o momento da verdade dos fatos é o momento do corpo a corpo com a plateia. É no palco que alguém se consagra ou não. É por isso que eu dou aula de canto e preparo os meus alunos para o palco. Lá é onde tudo se revela.
Valéria: -  Fale do trabalho novo, “Transparente”
Fatima Guedes:  - Esse espetáculo está na estrada desde maio/2012. Tem a ver com o momento que eu estou vivendo de retorno ao Rio de Janeiro. Morei quinze anos em Teresópolis e voltei a cerca de um ano e meio. E para quem morava numa cidade de cento e cinquenta mil habitantes, dar de cara com a “mega cidade” com tantos “mega problemas” me assustou um pouco. Mas ao mesmo tempo, esse meu coração tijucano, esse meu coração zona Norte, pulsa muito forte. Minha paixão pelo Rio de Janeiro está no sangue. “Transparente” é o raio x dos meus sentimentos neste momento. Não é show muito romantizado, é mais politizado, eu canto coisas urbanas de Gabriel – O pensador, de Lenine, de Guinga, Gil e Chico que me situam na vida agora. Foi o que falei do “click” do momento ainda a pouco. Esse show  é, exatamente como eu estou. Em meio a uma confusão de emoções e choques. (risos)  De vez em quando eu xingo, brinco o tempo inteiro com plateia e o repertório agradou de uma forma abrangente. É uma transparência mesmo. Transparência de mim, neste momento.
Valéria: -  E o coração?
Fatima Guedes: (risos) -  Esse não está nada... (risos) Eu não tenho tido oportunidade de me envolver. Nem de buscar e nem de ser buscada... (risos) Estou num momento assim... Estava conversando com o Merlino hoje a tarde, e lembrei de uma canção gravada pela Nana, do Dori, que fala da saudade do sentimento.. Não é saudade de alguém. É saudade do amor que eu senti. Está tudo muito calmo nesse sentido.
Valéria: -  Qual foi a maior conquista da mulher Fatima Guedes?
Fatima Guedes: -  A independência financeira que me trouxe a independência filosófica. Minha independência de opinião foi a maior conquista da minha vida. Suada, batalhada, mas aos pouquinhos fui me colocando e trazendo as coisas para onde eu queria. Atingi um estágio onde não sinto mais medo. Sabe aquele medo de tudo? Aquela insegurança? Isso não existe mais. Não tenho mais medo de ficar sozinha, nem de perder alguém  ou perder algo. Os medos, nessa fase, mudam de cara e de foco. Hoje em dia, os meus medos são muito pequenos.
Valéria: -  Qual foi a maior conquista da cantora, da musicista Fatima Guedes?
Fatima Guedes: -  Esse público hoje cantando “Faca”. Valéria olha... Que emoção. Porque “Faca” não foi uma música que estourou nas paradas de sucesso, não foi muito executada nas rádios. “Faca” é uma música literalmente do “lado B”. Foi incrível ver todos cantando juntos. E cantando alto. Foi maravilhoso! Essa é a minha maior conquista. Sensação de dever cumprido. Isso não tem preço!
Valéria: - Você tem religião?
Fatima Guedes: -  Eu sou bastante ecumênica. Sou espiritualista, reencarnacionista. Tenho uma visão de mundo e de vida, que caminha com o deísmo  Acredito muito em Deus. Acredito que todos nós viemos pra cá com uma missão e com um motivo. E que nada acontece por acaso. Acredito numa superioridade, numa supremacia, em Deus que está acima de todos, orquestrando, cuidando, amparando, ensinando.

E assim nos despedimos. Euzinha, com o choro entalado na garganta... Choronaaaa...
Mas isso é assunto para um outro post!

                                             
Contato para show: Flávio Loureiro  (21) 9778-0003/2625-2275/24*61723
                                                   flaviolpcd@gmail.com

Beijos cheios de amor a música!!

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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Rush Cover Rio no Teatro Rival - 20/4/2013

Boutique da Música entrevistou : - Claudio Mutti - vocalista da Banda Rush Cover Rio
"O maior tributo a Rush do Brasil, a Rush Cover Rio, é marcada pela sua fidelidade sonora, desde rocks viscerais, até as obras mais complexas de um dos maiores ícones do rock mundial.
Na estrada desde 2002, ´formada por André Lupac (guitarras e bass pedal), Eliezer Menezes (baixo, sintetizadores e bass pedal), Claudio Mutti (vocais) e Ricardo Cahpô (bateria).
Contando com uma grande estrutura que abrange sons sintetizados, pedaleiras midi, e programações eletrônicas, além de recursos visuais projetados durante o show, a Rush Cover Rio leva o espectador a uma viagem que abrange todas as fases do power trio canadense, desde os anos 70 até seus mais recentes lançamentos".
Fonte : Banca do Blues

No próximo dia 20, sábado, a banda se apresenta no Teatro Rival PETROBRÁS.

Eu conversei com seu vocalista, Claudio Mutti, 41 anos, nascido em Niterói e morador do Ingá. 
Durante o agradável jantar preparado por sua mãe e incentivadora maior, Srª Elza, Claudio me contou um pouco de sua trajetória e da grande "responsa" da apresentação no Rival.

"Eu já cantei em algumas bandas de Niterói. Fazíamos música popular brasileira, internacionais, românticas, dançantes, mas minha paixão e predileção pelo rock sempre "gritou"!
Ingressei na Rush Cover Rio em 2008 quando por um daqueles motivos loucos, que acontecem com qualquer um, a banda ficou sem vocalista. O André já estava um bom tempo fazendo testes e audições, mas não conseguia se decidir. Quando fiz o meu teste, já era muito fã do Rush e fiquei realmente impressionado com a qualidade do som dos caras e a simpatia e identificação foi de cara. Na ocasião, a banda já tinha um grande show agendado. Uma apresentação no Rush Festival em São Paulo. Esse evento conhecido internacionalmente, reúne as bandas cover do Rush de todo o Brasil. Foi nessa energia que estreei. Foi o início de uma grande história.
Nós sempre nos apresentamos em eventos no Rio e temos agenda constante no Calabouço, na Tijuca. Temos um público cativo que nos prestigia sempre. Fãs da Banda que cantam todas as músicas, nos devolvem um grande calor e carinho. Eu diria que é o público mais "quente" e participativo que já encontramos. 
No ano passado, em dezembro, aconteceu a primeira oportunidade de fazer nosso som aqui na cidade de Niterói. Claro que qualquer platéia nos emociona, mas cantar com a Rush Cover Rio para os meus amigos mais próximos, minha família, e meu filho Caio de 10 anos (primeira vez no meu show) foi inesquecível. A emoção foi barra pra segurar, o Maestrina estava lotado mesmo com chuva.
O convite para o Rival é um baita presente pra nós. Porque... A primeira vez no Rival, é a primeira vez no Rival... (risos). Eu e meus parceiros André, Eliezer e Ricardo, esperamos que esta apresentação seja um marco na história da Rush Cover Rio. Nós já estamos na estrada há um tempão, ralando pra caramba e este convite significa pra nós, um reconhecimento pelo nosso trabalho durante esse tempo. Com a  estrutura do Rival, nós mostraremos uma performance mais aprimorada da Banda, o que não é possível em outros locais. Estamos muito felizes e ansiosos."

A Banda Rusch Cover Rio se apresentará a partir da meia noite, mas o serviço do Teatro Rival PETROBRÁS estará aberto a partir das 23:30h. 

Pra ajudar aos fãs a não perderem esta grande oportunidade, aqui vai uma listinha de preços dos ingressos e algumas orientações práticas:

Setores: A/B/Mezzanino e Pista

R$ 50,00 Inteira
R$ 30,00 Para os 150 primeiros pagantes - Chegue cedoooooooooooo!!!!
R$ 25,00 Estudantes, Idosos, Professores da Rede Municipal de Ensino
R$ 20,00 Lista Amiga (Basta acessar o link da "Banca do Blues" no facebook e deixar nome e RG.

Informações no Rival: (21) 2240-4469

A banda se apresenta ainda nas seguintes datas e locais:

18/5  Calabouço
27/7  Calabouço
7/9    Calabouço
21/12 Calabouço (Show que promete ser pra lá de especial, pela simbologia do álbum "2112" que marcou a fase de ouro da Rush) 

Para contratar a banda:

contato@rushcoverrio.com.br
55 21 8641-2881
55 11 2572-3171  
Falar com André.

Bom rock pauleira "dubão" a todos!!! 

Beijos cheios de amor a música!!!!

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sábado, 13 de abril de 2013

Viradão Carioca - Estreia do Palco Niterói

Um show de arte e cultura da banda Monobloco agitou Niterói.
Boutique da Música conferiu: - MONOBLOCO no palco Niterói

A noite de estréia do Viradão Carioca no palco Niterói foi magnifíca!
A estimativa do corpo de bombeiros foi de 30 mil pessoas. UAU!!!

Esta blogueira que vos escreve, mudará o tom da narrativa neste post. 
Qualquer jornalista, escritor, ou alguém que tenha o dom da escrita, pode formular notícias formais e até interessantes. Mas eu acredito que as pessoas gostariam de saber sobre as emoções que o evento proporcionou e o mais importante: - O que podemos realmente encontrar por lá. Então, vamos ao fatos... E às emoções.

Ao chegar, seguranças femininas, revistam as bolsas das damas. Os homens, são revistados por seguranças masculinos.
Os portões são amplos. Não encontrei filas. Organização de tráfego perfeita. 

A primeira coisa que percebi (aliviada): - O evento está muito bem policiado. Com um contingente generoso. Não somente de viaturas e policiais fardados, mas também de seguranças a paisana que circulam discretamente no meio do público.
Nenhuma ocorrência foi registrada, segundo o 12º BPM.
Ainda falando de segurança, vale citar o ambulatório montado no pátio do evento. Com enfermeiros, paramédicos e ambulância. Nenhuma ocorrência foi registrada. Nem pilequinhos, nem tombos, nem topadas, nadinha!!! Os profissionais devem ter ficado meio entediados, graças a Deus!!!

Aos etílicos incorrigíveis de plantão: - Cerveja gelada. Sem filas. O atendimento simpático, agradável, gente com sorriso no rosto atrás do balcão! Quase um milagre!!!

Falando de conforto, e como mulher, acho indispensável os banheiros. Oras, qualquer cantinho serve pro homem mal educado e desesperadamente apertado, se aliviar. 
Mulher... E mulher educada, é diferente. Quem já não teve aquela sensação ao entrar em banheiro químico: - Não sei se morro de dor na bexiga... (porque a gente se aperta até não poder mais pra ceder a um banheiro desses) Ou se morro de parada cardíaca por causa do cheiro... 
Bem, são 30 banheiros químicos. Sem filas. E pasmem... Sem mal cheiro. Podem acreditar!!! Eu fui ao banheiro três vezes, em momentos diferentes. Logo que cheguei, na metade do evento e na hora de ir embora. Impecável!

Som muito bem equalizado, telões em alta resolução, cortes de câmeras bem orquestrados, mestre de cerimônias, DJ no intervalo das bandas (este me incomodou um cadinho na execução de funks e afins), mas, tudo bem. A moçada se agradou. Democracia. Me calo.
O MONOBLOCO tirou Niterói do chão. O swing dessa banda fabulosa, todo mundo já conhece, mas a cada nova apresentação, eles conseguem realmente  revirar a gente por dentro. É impossível não dançar, não cantar com os sucessos de Tim Maia, as marchinhas, o samba sob roupagem de maracatu, as vozes ricamente harmonizadas. Um show. Me acabei de dançar.

Portanto, gente de Niterói e adjacências... Venham! A infra estrutura preparada para o evento está de parabéns!!

Aí vocês vão me perguntar... Valéria e as fotos???
Só tem essa fotinho miserenta do Monobloco???
Pois bem, tive um pequeno acidente com as fotos do evento. Me perdoam??? Grata... rs
Prometo que no domingo, teremos fotos e mais fotos. Palavra!!!
E no sábado?? No sábado, esta blogueira que voz escreve, terá um outro evento a cobrir em Niterói! 
Mas isso é assunto para outro post!!!

No palco Niterói do Viradão Carioca de hoje, sábado, a partir das 17h, estarão:
DJ Rato ( O funkeiro... grrrr )
Banda Teresa
Monique Kessous
Sandra de Sá
Biquini Cavadão

Aproveitem!! Até domingo!!!

Beijos cheios de amor a música e gratidão a esta Cidade Maravilhosa!!!!



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Faroeste Caboclo dia 30/5 nos cinemas


Renato Russo, eterno irmão mais velho da geração coca cola, imortalizado agora pelo filme faroeste caboclo.
Boutique da Música recomenda: - Faroeste Caboclo,  eterno Renato Russo

O longa Faroeste Caboclo, dirigido por René Sampaio, conta a saga de João de Santo Cristo (Fabrício Boliveira), desde sua infância no interior da Bahia, até sua ascensão, quando vai tentar a sorte em Brasília. Ajudado por Pablo (Cesar Troncoso), um primo distante, peruano, que vende drogas da Bolívia, ele vai trabalhar numa carpintaria, mas também se envolve com o tráfico de entorpecentes.   

Um dia, por acaso, ele conhece a belíssima Maria Lúcia (Isis Valverde), filha de um senador (Marcos Paulo). Os dois se apaixonam mas João mergulha cada vez mais numa escalada de crime e violência - Até encontrar seu maior inimigo, o playboy e traficante Jeremias (Felipe Abib), rival nos negócios e no coração de Maria Lúcia. Uma história de amor, ódio e vingança ricamente inspirada na música "Faroeste Caboclo" de Renato Russo.  

A trilha sonora, como seria de se esperar, não ficará em nada a dever às mais exigentes expectativas. Parece que se entrelaçam eternamente, as histórias da Plebe Rude com a Legião Urbana, numa relação atemporal.
Phillipe Seabra, vocalista da Plebe, além de responder pela trilha do filme, também gravou em Brasília "Faroeste Caboclo" e "Somos tão Jovens".

Pelo trailer, temos a sensação de que o filme será tão emblemático e fantástico quanto a música do irretocável Renato Russo.Matéria oferecida por

Confira o trailer oficial:
http://www.youtube.com/watch?v=DjXnnCU5xUs


Matéria oferecida por: http://boutiquedamusica.wix.com/boutiquedamusica



Beijos sonoros, cheios de amor pela música!

Comida dos Astros - Um prato cheio de amor pela música

Eu tinha uns trinta anos quando os vi pela primeira vez no BOM MOTIVO, bar onde cantava na Vila Madalena. De repente no meu intervalo, eles chegam devidamente paramentados de chefs de cuisine, e mandam ver no gogó e na poesia. Afinados. Incríveis. Uma diversão inusitada. Gostosa. 

Esses moços, sabe-se lá por qual especiaria foram divinamente inspirados, possuem uma sacada inteligente nas paródias, de uma métrica interessante, e um criatividade a toda prova. Fizeram uma arte/miscelânea na nossa salada com feijão, farinha, lasanha e muita cultura, que deixou a todos nós de barriguinha e ouvidinhos saciados.

Vou postar aqui um vídeo, e deixar os links de outros, para não pesar o blog. 
Era uma delícia ouví-los ao vivo, sem microfone, sem instrumentos, sem banda. Era no natureba mesmo, o instrumental era no gogó seco, com a cara e a coragem. Mambembe clássico! Talento!!
Uma forma totalmente inusitada de fazer arte, fazer música, e alargar as tendas de nossa cultura.


Aqui estão outros links. Serão minutos de franca risada, com bom gosto!

No Jô Soares. Um dos vídeos mais divertidos que assisti, além da história dos meninos que é interessantíssima!


Saiba mais a respeito da história desses gigantes das partituras gastronômicas pelo site:  http://www.comidadosastros.com.br

Afinem seus ouvidos, e bom apetite!!!

Beijos cheios de amor pela música!



terça-feira, 9 de abril de 2013

Viradão Carioca em Niterói - Um banho de arte e cultura

Niterói agora também exibirá shows de bandas, no Viradão Carioca
Boutique da Música comemora: - Niterói faz parte da agenda cultural do Rio de Janeiro

A quinta edição do "Viradão Carioca" bate record de palcos e proporciona cinquenta horas de show grátis.
Nós aqui do outro lado da "poça", tivemos que esperar cinco edições do evento, para termos o nosso quinhão. Agora chegou a hora de Niterói fazer parte do circuito musical, que faz o Rio de Janeiro parar, dançar e cantar. O palco será montado na praça do Teatro Popular, no Centro de Niterói ao lado do terminal de ônibus. 

Serão ao todo cinco palcos localizados em Madureira, Arpoador, Bangu, Nova Iguaçu e Niterói, com mais de sessenta atrações, nos mais variados estilos musicais. Um brinde a arte e a cultura.

Nos dias 12, 13 e 14/4 grandes nomes da nossa MPB, farão Niterói balançar. 

Na última quinta, presente na coletiva de imprensa de lançamento do evento, nosso Secretário de Cultura, Artur Maia, declarou orgulhoso :
-"Vai ser um evento de pegar fogo. A gente sempre quis ter esse evento em Niterói. Niterói é um lugar maravilhoso. É muito importante o Rio se reunir pela cultura."

A agenda musical promete um mix de estilos e ritmos para agradar a todos. 
Samba, Pop Rock, Forró, Funk, Hip Hop e  Marchinhas desfilarão com todo seu esplendor pelos ouvidos ansiosos da turminha aqui, do outro lado da ponte.
A programação será aberta a partir das 17h, mas vale chegar antes, para tentar um bom lugar na fila do gargarejo.

Confira a programação do palco Niterói, escolha sua atração e aproveite!

Sexta - 12/4/2013
Dj Rato
Bloco Saias na Folia
MC Leozinho
Seu Cuca
Monobloco

Sábado - 13/4/2013
DJ Rato
Banda Teresa 
Monique Kessous
Sandra de Sá
Moraes Moreira
Biquini Cavadão

Domingo - 14/3/2013
DJ Rato
Bom Gosto
Arlindo Cruz
Preta Gil

Confira a agenda completa das outras localidades  aqui

Te encontro lá!!
Beijos sonoros e cheios de amor pela música!!

Matéria oferecida por http://boutiquedamusica.wix.com/boutiquedamusica




Gilberto Gil e Banda em Niterói - Sucesso de público e arrecadação

Mais de 1 tonelada de alimentos no show de Gilberto Gil em Niterói
Boutique da Música conferiu: - Gilberto Gil em Niterói. Um show de público e solidariedade
Sobre todos os aspectos de avaliação que se pode aplicar ao evento do último domingo, todas as respostas seriam: - Sucesso da arte, da cultura e da solidariedade.

A apresentação do cantor Gilberto Gil no último dia 4/7, que inaugurou o "Circuito Quatro Estações da Música", levou cerca de 18 mil pessoas ao Caminho Niemeyer em Niterói, segundo estimativas do Corpo de Bombeiros.

Gilberto Gil que também comemorava seu 70º aniversário, trouxe ao público o show "Concerto de Cordas e Máquinas de Ritmos" e colocou Niterói para dançar.
Numa iniciativa de valorizar os talentos locais, a produção do evento providenciou uma abertura especial para o show de Gil. As apresentações da Sinfônica Ambulante, da Banda Dizcóe e um stand up comedy com o ator Juliano Antunes abriram os trabalhos.

Sucesso de arrecadação, o evento angariou pouco mais de uma tonelada de alimentos não perecíveis, que serão doados, segundo a organização do evento, as instituições de assistência social do município.

Com segurança reforçada, atendimento médico eficaz e o público satisfeito, o 12º BPM informou que não houve nenhuma ocorrência policial, durante ou depois do espetáculo. Performance digna de nota, já que falamos de um público de cerca de 18 mil pessoas.

O SAMU, através de sua coordenadora srª Oguimar Dias, informou apenas oito ocorrências de ferimentos leves ocasionados por pequenas quedas e torções. Os atendimentos foram feitos no mini-hospital instalado no local do show.

O show de Gilberto Gil marcou a estréia do "Circuito Quatro Estações da Música", que levará um grande espetáculo à cidade, a cada início de cada estação. Sempre com abertura do show, com talentos locais.

O projeto é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação de Arte de Niterói (FAN).
As apresentações acontecerão sempre no Caminho Niemeyer, com estrutura de palco montada em frente ao Teatro Popular.

Um verdadeiro presente aos amantes da música e aos que necessitam das associações de assistência social da cidade.

Beijos sonoros, cheios de amor pela música!

Foto: Niterói Mais


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Boutique da Música em - "ACORDES E ACORDEONS" no SESC Niterói

O projeto Acordes e acordeons é o novo projeto com produção da Boutique da Música. Em maio2013
Valéria Bernardo e a Boutique da Música em mais um projeto do SESC Niterói

A Boutique da Música está a todo vapor, na produção executiva do projeto cultural "ACORDES E ACORDEONS" para o SESC Niterói. 

O projeto apresentará um show por mês, resgatando o "Desafio de Acordeon" com 12 acordeonistas arretados de bom, abalando as estruturas de Niterói.
Estamos na reta final!
Em maio, Niterói vai forrozear!!!! 
Aguardem!!

Beijos sonoros, cheios de amor pela música"



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Receita de Mulher - show "Elas por Elas"

Evento produzido pela Boutique da Música
Boutique da Música produziu: Valéria Bernardo e Denise Macedo no SESC São Gonçalo

ELAS POR ELAS - SHOW WM HOMENAGEM AO DIA DA MULHER
SESC SÃO GONÇALO
mar/2013
Assista alguns vídeos desse show maravilhoso em homenagem a todas as mulheres do mundo!!

Receita de Mulher - VINÍCIUS DE MORAIS

As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como o âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então
Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar as pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteia em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebal
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37º centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se se fechar os olhos
Ao abri-los ela não mais estará presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.

No palco:  Valéria Bernardo - voz 
Denise Macedo - voz
Naldo Miranda - violão e vocais
Jacaré - baixo
Pablo Diego - bateria

Direção e produção artística - Valéria Bernardo
Direção Musical - Naldo Miranda

Evento produzido pela Boutique da Música

Valéria Bernardo - A "maestrina" da Boutique da Música

Denise Macedo encantou a todos com sua voz

Naldo Miranda e seus ricos acordes

Pablo Diego, tirando o SESC do chão


Jacaré mandou muito


terça-feira, 2 de abril de 2013

Tributo a Cazuza e Renato Russo

Evento produzido pela Boutique da Música, no SESC São Gonçalo, em homenagem a Cazuza e Renato Russo
Valéria Bernardo e Boutique da Música no SESC São Gonçalo


TRIBUTO A CAZUZA E RENATO RUSSO

Dia da Conscientização Internacional a AIDS e as DROGAS.
Um show emocionante que contemplou alunos de escolas estaduais e municipais de São Gonçalo, através do SESC e seu projeto, no intuito de educar os jovens, e acentuar a necessidade de uma releitura mais realista e responsável sobre os heróis da mídia. Numa iniciativa admirável, demonstrando que é possível educar e prevenir, através da música.

O roteiro do show seguiu as épocas distintas de cada um, antes, durante e depois da doença, que lhes ceifou prematuramente a vida. Abordou suas posturas distintas diante da juventude desregrada, diante das drogas, do amor, da vida e da morte.

A ousadia e irreverência de Cazuza, considerado o maior letrista de sua geração. Foi preso onze vezes, antes de completar 16 anos. Viveu e amou intensamente, assumiu sua homossexualidade sem nenhum pudor. Que se entregou as drogas e ao álcool, desafiou a sociedade, se perdeu em suas aventuras sem limites, sorriu,chorou, e se atreveu a enfrentar de peito aberto, o período mais negro de sua vida. Ensinou, educou, ajudou a vencer preconceitos e influenciou a sociedade na tratativa com os soro-positivos da época.
Como se a morte o desafiasse a manter o humor e o sorriso nos  lábios. Deixou uma obra de cento e vinte e seis músicas. Morre aos trinta e dois anos.

A juventude doente e conturbada de Renato Russo. Poeta deprimido que não se satisfazia com as respostas encontradas nos livros, se entregou ao alcoolismo e as drogas. Assumiu sua homossexualidade em 1990. A partir daí, sua vida sexual intensa e promíscua, abalava os amigos e a família. Renato chegou a levar seis jovens para um temporada em seu apartamento. Amou Robert Scott e por ele, tentou o suicídio. Renato flertava com a vida e com a morte. Tentou o suicídio duas vezes. Foi salvo. Mas sucumbiu a doença que silenciou para sempre o poeta atormentado.Deixou duzentas e setenta e cinco músicas em seu acervo. Morre aos trinta e seis anos, sem nunca ter admitido em público que era portador da doença.
                      
                        Confira um dos vídeos: http://www.youtube.com/watch?v=UyRidQxha-g

                                      Valéria Bernardo - voz e textos

Naldo Miranda - violão e voz
Paulinho Sosa - baixo
Pablo Diego - bateria
Sérgio Quental - violão e voz

Direção e produção artística - Valéria Bernardo

Evento produzido pela Boutique da Música
Boutique da Música produziu o Tributo a Cazuza e Renato Russo
Valéria Bernardo, diretora da Boutique da Música

Sérgio Quental

Naldo Miranda

Paulinho Sosa
                           

Pablo Diego