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terça-feira, 18 de junho de 2013

Altay Veloso em Alabê de Jerusalém "SOLO"


Altay Veloso no espetáculo O Alabê de Jerusalém - Solo

Altay Veloso estreia nesta sexta,  em formato solo, (voz e violão) o espetáculo “Alabê de Jerusalém” no Teatro Municipal de Niterói.
Sob a direção de Jayme Periard, a releitura imprime a percepção do renomado diretor sobre a obra.

Altay Veloso e o diretor Jayme Periard

Filho de uma sacerdotisa de cultos africanos e um cantador de jongo, que recheia seus escritos com  lições aprendidas nos exemplos de seus pais e avós, ele é um homem que se orgulha do orgulho que tem de suas raízes. Prega a tolerância inteligente e amorosa das diferenças. Acredita que a humanidade clama por uma reforma imediata. Que seremos chamados à responsabilidade pelo dissabor do nosso próximo e que ao homem, toda realização é possível.

 Ao longo de sua jornada, ALtay compôs mais de 450 músicas, gravadas por nomes como Elba Ramalho, Vanusa, Daniel Camilo, Nana Caymmi, Roberto carlos, Exaltasamba, Zizi Possi, Leonardo, Selma Reis, Jorge Aragão, Wando, Alcione, Fat Family, Elymar Santos, Wanderléa, Emílio Santiago,  Jorge Versillo, Belo, Alexandre Pires, Netinho de Paula, Fagner entre tantos outros.                        
Sua primeira música foi composta com o intuito de conquistar o coração de “Celinha”, sua esposa. Deu certo! E desde então, Altay baila com intimidade,pelos vários ritmos e estilos musicais, sem perder no entanto sua essência musical, dominando com maestria seu ofício de emocionar!
Altay conversou com a Boutique da Música, sobre a concepção primária do Espetáculo, as transformações, os desafios e imensas alegrias em caminhar lado a lado de Alabê.

Altay: - O espetáculo já foi produzido em quatro formatos: - O concerto, com grande elenco no Canecão, o espetáculo cênico no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com 74 pessoas em cena, No City Bank Hall com 60 pessoas, no Vivo Rio com 54 pessoas e o concerto com 8 pessoas no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
 O ‘Alabê’ é assim porque primeiro eu fiz a ópera e depois construí o livro. Se tivesse sido ao contrário, eu não conseguiria todas essas vertentes e liberdade de criação.
A narrativa do espetáculo, gira em torno do período que o Alabê viveu em Israel.
O livro conta o início de tudo, desde quando ele sai da sua tribo em Daomé, passa por vários países da África como Egito,  Roma, Judeia. O pano de fundo  é mais rico e detalhado. O espetáculo solo tem um pouco do livro, dessa andança. E com a direção do Jayme Periard, e só com a direção dele, isso foi possível. O Jayme sabe tudo de teatro, foi muito cruel comigo, (risos) arrancou  de mim o “ator” que eu nunca imaginei que pudesse ter aqui dentro. Se eu correspondi as expectativas dele, eu ainda não sei, mas eu aprendi muito.

Valéria: - O Jayme me confidenciou que percebeu o ator nato em você, desde o princípio. Como foi essa descoberta?

Altay: - Obediência. Eu sou uma pessoa muito obediente. Eu obedeço a tudo que se deve obedecer. Eu tomo “a benção” a minha mãe. Dou “a benção” aos meus filhos. Eu faço tudo certinho, para poder ser livre para voar. Eu me coloquei nas mãos do Jayme, pra ele arrancar de mim, tudo. Quando você se entrega, as coisas acontecem. Eu sou três pessoas: - Uma que age, uma que fica em dúvida e a outra que observa. Foi esse terceiro “eu”, que possibilitou o Jayme trabalhar.

Valéria: - Você literalmente se colocou como “vaso na mão do oleiro”?

Altay: - Sim, sim! Eu disse: - Fique à vontade.
 Interessante, é que toda hora que eu ficava aborrecido com ele, por algum detalhe, esse terceiro cara dizia: - Calma aí... Eu tô te olhando aqui... Não é assim não! (risos)
Eu fiquei calado, aprendi muito e o Jayme pôde tirar de mim o que pretendia. Foi um diálogo maravilhoso. Quando você se apaixona por uma vertente da arte, todas as outras nuances bailam muito próximas a você. Eu jamais imaginei que pudesse escrever um livro... No máximo uma página com uma música... Imagina uma ópera? E eu já estou no terceiro livro.

Valéria: - Qual foi o ponto mais difícil pra você na montagem da leitura solo?

Altay:- Decorar os textos! Eu tenho uma memória muito frágil! (risos desta que vos escreve. Altay declamou todos os trechos em grifo, sem consultar nenhum escrito)
 É um problema sério... Eu esqueço o nome das pessoas, volto num lugar e tenho que perguntar novamente, como se chega... (risos) Entrar em cena é sempre difícil. Se a Bibi Ferreira confessa que “morre de medo dos ‘brancos’”, imagina o medo que eu tive...
Mesmo com esse medo, foi possível. Eu acredito que o ser humano deveria experimentar tudo a que se propõe. Nós somos ”ilimitáveis”. Viver 250 anos é pouco pra nós.

Valéria: - Muito se fala sobre a origem, a existência, a benção do  Alabê, como sendo algo mais que uma ficção. Algo mais que uma figura do drama. Qual é a sua percepção sobre este assunto?

Altay: - Durante a construção da obra, pessoas falavam que eu estava fazendo um trabalho missionário. Eu nunca “embarquei nessa viagem”, porque o trabalho missionário sempre me passou algo de obrigação, de sofrimento... Algo por aí... E essa não é “minha praia”. Eu sempre vi como arte. Essa foi minha sorte! Porque senão você corre o risco de achar que é detentor de algo fora do comum, de verdades absolutas. E não vejo assim.
Mas... Depois da obra pronta... Eu tenho conseguido tanto com o Alabê, que penso como eu consegui?
Eu acabei de ganhar a Medalha de Ouro da Academia de Artes Cênicas da França. Fui entronizado na confraria francesa “Cavalheiros de Gutemberg”, por causa do “Alabê de Jerusalém”... Aí fico pensando: - Seguramente, eu não fiz isso sozinho!!
Semana passada eu fui a um encontro de líderes de várias correntes espirituais na Ilha do Governador, que exibiram o “Alabê” e eu fui chamado para dar uma palavra. Todos ficaram emocionados com a obra.
Fiz um palestra na Sociedade Teosófica da Madame Blavatsky, e os líderes  pediram um momento de silêncio, para agradecerem  a entidade que possibilitou a conexão entre o “Alabê” e o Altay. Foi muito especial.

Valéria: - E como você se sentiu neste momento?

Altay: - Assustado! (risos) É um susto grande, ter tanta responsabilidade. Eu sinto que “ele” (se referindo ao Alabê) vai me abrindo as portas e possibilitando todas as coisas. O Alabê (se referindo à obra... ou aos dois) andou muito... E sempre estabeleceu uma relação fraterna com todos os povos e grupos religiosos. E eu acho que essa é mais ou menos a minha trajetória no mundo.

Valéria: - É perceptível na obra, nuances de doutrinas de todas as religiões de que se já teve notícia no mundo. É possível reconhecer  o evangelho, o catolicismo, o espiritismo, o budismo, as religiões africanas, e todas elas, cercadas sempre de muito amor pela personagem. Numa complacência  terna e respeitosa. Incentivando a aceitação mútua e multifacetada da humanidade e consequentemente, de sua religiosidade, desafiando a compreensão de todos. Em nenhum momento é imposto nada. Está além da humanidade, não acha?

Altay: - O Alabê compreende assim. Em sua trajetória, ele diz:
 “... Caminhei entre os povos e cidades e nenhum país me fez escravo.
 Línguas estranhas me ensinaram os segredos. Ficaram minha amigas”...
Ele foi assimilando todas as coisas e foi respeitado, por possuir a maior herança que alguém pode possuir: - Sua cultura. Ele está pronto para compreender o outro. E ajudar nesta compreensão. Tem um momento que ele pergunta pra um amigo assim:
“Porque não existe no céu da Palestina
Uma divindade de natureza feminina?”
E o amigo responde:
Ó Alabê, o seu  Daomé tem água que não termina
A terra de lá é farta, não é como a terra ingrata da Palestina
É por isso que seu panteão tem deusas de vários nomes.
Mas aqui é diferente!
Para se pôr o pão na mesa, não cabe a delicadeza,
É por isso que Deus é homem.”

E em outro momento, ele afirma:
“ Não há como unificar os homens,
Nem os agrupar numa única fé
Nem tão pouco por que.
É mais bonito saber que Deus se manifesta de muitas formas diferentes
De  que em nenhum lugar é ausente.
No Egito onde adoravam a Ísis,
Não vi nenhum deles, menos felizes que nenhum de nós.
Quando estive nessas terras, rezei também a ela
E não tenho dúvida que a divindade do Nilo
Veio sempre em meu auxílio
Quando ouviu a minha voz.
E como poderia eu querer que na Judéia,
Reverenciassem a divindade dos rios
Se aqui os rios são poucos?
Como se poderiam reverenciar a divindade das florestas
Se aqui as florestas não existem?
E como poderiam acreditar que Iemanjá é a rainha do mar
Se aqui o mar, é Mar Morto?
Não há como unificar os homens.
Senão, que seria daqueles  que não acreditam nas coisas que são tocadas
Eu sou um grande amigo de um desses
Posso dizer com segurança, conheço poucos com tanta elegância
Com tanto senso de ética...”
O Alabê compreende a diferença do outro, como um presente. Como um grande aprendizado. Existiu um momento de partida  para humanidade, que melhorou muito com a religião. Hoje, eu acredito que estamos vivendo num outro momento.
Eu creio que a religião, da forma como foi sendo conduzida, ou interpretada, afastou um pouco o homem de sua raiz. De sua origem da terra. Foram-se criando céus e infernos e outros lugares, que o homem esqueceu-se de valorizar a sua terra, a sua natureza, esqueceu-se  do seu semelhante, fazer o seu melhor aqui e agora. A mãe natureza se esforça dia a dia para nos garantir todo beneplácito, para garantir nosso sustento e nossa rotina, e o homem tem sido ingrato...

Sempre envolvido e preocupado com a questão social, Altay cita como exemplo a ser seguido,o Nobel da Paz, Prof Muhammad Yunus, que desenvolveu um projeto em parceria com a francesa Danone. A empresa passou a produzir iogurtes e afins, “mega” vitaminados e acabou com a desnutrição infantil em Bangladesh.
Acredita no negócio social e traz à baila a ficção social, que é a capacidade de sonhar com o bem do outro, pelo nosso próprio bem: - “É preciso se criar a ficção social. Para que a gente seja capaz de sonhar com um mundo novo... Para que essas imensas diferenças sociais possam um dia, ser atenuadas. Não dá mais pra ficar insensível à fome, ao sofrimento de algumas pessoas e passar incólume... Não fazer nada. Existe uma responsabilidade”.
A situação é mais ou menos assim: - “Vovô, tem uma criança ali na rua sofrendo. Faz alguma coisa, porque senão, amanhã quem vai sofrer sou eu...”
É fazer o bem pelo próximo, que faremos aos nossos... Eu acabei de escrever um musical, chamado “Lábios de cuba libre” que diz assim:
“O grito que tu ouves na rua escura da cidade
As mãos trêmulas que te incomodam nos becos, nas esquinas
O ‘pelo amor de Deus’ que te persegue a caminhada
A sombra que te espanta na noite escura
Sou eu.
O fruto de uma realidade
Que a fúria da cidade não tem como esconder.
Meu corpo é um espantalho, errante das estradas
Eu ando pelas ruas pra me perder
Meu ódio é uma navalha que não tem corte
Minha vida é de uma flor, expulsa de um jardim
Meu filho é um guerreiro abatido pela sorte
Eu ando pelos botequins
Meu cais é a soleira, porta de uma igreja
Onde os filhos de Deus, brincam de dar suas glórias
Meu canto é lamento perdido na noite
Aos olhos tristes de Nossa Senhora
E por essa vergonha, essa indecência
Diante desses olhos meus
Meus filhos crescerão nestas noites tristonhas
E arrancarão o “vai” dos teus.”
Assim é Altay!

O futuro bem próximo promete!
Altay está gravando um novo CD. Que não queria gravar. Ele queria se dedicar exclusivamente à escrita. Mas o argumento conquistador de seu grande amigo Raimundo Lima, baiano, residente em Angola e apoiador do projeto, o convenceu. Ainda bem!
O disco traz grandes sucessos de sua carreira e conta com a participação de músicos “suprassumos”: - João Carlos Coutinho ao piano, Jorge Helder no contra baixo e Pantico Rocha na bateria, com lançamento previsto para agosto deste ano. Oba! Nossos agradecimentos sinceros a Celinha!

Também para agosto deste ano, está programado o lançamento do DVD duplo do espetáculo e making off, de “Alabê de Jerusalém” gravado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com grande elenco.
E como fôlego e criatividade não faltam a esta “entidade” humana, Altay está envolvido com a produção da revista em quadrinhos “Alabê de Jerusalém”. As ilustrações ficam por conta do traço especial de Ricardo Goulart, desenhista gonçalense.

Esse Alabê sempre dará o que falar!!! Para nossa sorte!!

O show no formato solo de “Alabê de Jerusalém”, que promete mostrar uma nova e desafiadora faceta de Altay Veloso, em toda sua dramaticidade,  com novas canções, textos e personagens, sob a batuta caprichosa do diretor "durão" Jayme Periard, acontece nesta sexta, 21/7/2013 as 21h.

Teatro Municipal de Niterói
Rua XV de Novembro, 35 – Centro – Niterói
Informações: (21) 2620-1624
Inteira R$ 40,00
Meia R$ 20,00
Classificação etária: 12 anos


Beijos, cheios de amor à música!!!!

Claudia Foureaux e o show "Do Meu Jeito" no Teatro Municipal de Niterói

Claudia Foureaux conversa com a Boutique da Música


“Eu quero que você me note
Eu quero que se toque comigo”...

Assim nasceu a música “Do Meu Jeito” 
E da música, o CD.

CD "Do Meu Jeito"

Formada em educação física, histórico de atleta e um jeito todo dela de ser, Claudia Foureaux ilumina por onde passa. Sua alegria é contagiante, e costuma-se dizer da cantora e compositora, que para ela, não existe tempo ruim!  Está sempre com um sorrisão aberto, participativa com os amigos, rotineiramente está disposta a fazer parte da solução dos problemas deles. Amante de animais, essa niteroiense preza a família e descobriu na música, o prazer de vencer a cada dia um novo desafio.

Com oito anos de carreira, Claudia Foureaux, faz seu espetáculo no Teatro Municipal de Niterói, nesta quinta, 20/7/2013 e lança o seu CD “Do Meu Jeito”. Totalmente autoral,  Claudia mostra seu lado criativo, poético e apaixonado.

“Um dia, eu resolvi que queria fazer uma DEMO... E acabei produzindo um CD”.

O título do primeiro  CD “Do Meu Jeito”, foi inspirado na música de trabalho homônima. Música esta, que nasceu  há muito tempo atrás, quando ela ainda estava em dúvida se retornaria ou não à música. Incentivada pelo amigo Fernando Bitencourt, começou a  frequentar bares com música ao vivo, onde canjava... E  de tanto praticar, acabou sendo consumida.
Primeiro apareceu o início da música. Depois o refrão, e muito tempo depois, o "miolo", como ela mesma chama.  Sem nenhuma pretensão de virar algo de trabalho. Achou a estrutura da rima muito repetitiva, não ficou satisfeita de início. mas observando e sentindo a música com mais atenção, se apaixonou. “Eu prefiro ficar feliz com a obra completa. Não sou apegada a rimas. As rimas acontecem ou não... Eu não fico matutando até achar uma rima. Tenho músicas neste CD, que não possuem rimas, mas possuem melodia interessante” – Conta Claudia
Tudo que a Fourreaux faz é apaixonado, intenso, e consegue colocar toda essa potência em suas obras. É o tipo de compositora que fala pouco, mas diz muito.

Foureaux relata ainda, que nunca pensou em desistir até que o CD ficou pronto. Mas pela dificuldade de divulgação, pela dificuldade do retorno do investimento, ela pensa em desistir todos os dias, mas que não consegue levar a vontade adiante, para nosso prazer! (risos)
“ O momento do Cd foi uma oportunidade. Quando meu produtor, o Daniel Cahon iniciou uma parceria com o Artur Maia no estúdio. O Artur fez uma negociação de amigo. De apoio. Sou muito grata a ele. De repente, eu tinha vários músicos “feras” se propondo a ajudar, me incentivando, me auxiliando. Querendo ver nascer esse filho. Eu embarquei de cabeça. Porque nem tive tempo de pensar, e estava muito bem assessorada. Conheci Milton Guedes, Martinália... De repente, virou um ‘CDzão. Eu fiz questão do encarte não só para abrilhantar meu trabalho, mas para honrar aos meu incentivadores. Não poderia, depois de tanta ajuda, deixar de fora o registro de todos que caminharam e lutaram comigo incansavelmente. Pessoas que gravaram de madrugada, pessoas que faziam, refaziam e refaziam até chegar no que consideramos excelência”. (risos)

Um grande obstáculo transposto, foi a técnica, para gravar em estúdio.
“Eu não tinha técnica nenhuma. Eu sempre cantei e toquei com a emoção e a alma. Quando fui para o estúdio, eu virei um robô... (risos) Até então, eu vinha fazendo tudo só do meu jeito. E percebi isso com mais veemência quando entrei no estúdio. Foi a hora de tudo ficar mais sério. Mais profissional. E neste período eu contei com o Paulo Paceoli, que é meu professor de canto, meu mestre, meu principal incentivador. Um profissional de primeira linha, um amigo para todas as horas. Tudo relacionado ao excelente resultado vocal que eu atingi neste CD, eu devo a ele. Se não fosse ele, o CD iria ser O Instrumental Do Meu Jeito... Não ia ter voz não...
O Daniel Cahon que presencialmente me lapidou, lapidou as músicas, cada arranjo, cada detalhe. Ele  é um menino de ouro!”

Quanto ao que nos espera no Teatro Municipal: - “Pura emoção! O show está lindo! Uma abertura impactante, emocionante mesmo. Este show foi produzido no intuito de abordar toda a minha carreira. Tudo de melhor que adquiri artisticamente nestes anos todos, traduzido numa apresentação de músicas autorais e de releituras. Tenho participações de pessoas especiais  como Paulo Paceoli e Denise Macedo que é uma cantora fabulosa, que eu admiro demais. E não apenas pelo talento dos dois. Mas pelo que eles representaram num momento muito importante da minha vida. A entrada deles, foi decisiva pra mim. É minha forma de enaltecer o show e agradecer.
A Cacala Carvalho, que expressou o desejo de cantar uma canção minha, e nossa relação se estreitou, apesar de seguirmos estilos totalmente diferentes de trabalho. Foi um desafio gostoso a cumprir. O Mauro Costa Junior, que dispensa qualquer comentário, e que foi também uma peça de ouro neste organismo todo do CD.”

Claudia Foureaux, compõe, toca, produz, faz as artes, contrata a gráfica, divulga, vende, paga as contas...
Claro que tem ajuda de alguns profissionais carinhosos, que são seus escudeiros:
“ A produtora Juliana Trevisan, que tem cuidado de detalhes importantes, a Gazeta Niteroiense através do Nilson Ricardo, que publica todos os meus trabalhos, num apoio incalculável, o Mario Dias que fez uma matéria linda de página inteira pra mim, a Radio Toque Seleto que tem tocado as músicas. É um grande time e eu sou muito grata a todos eles.”

Este é o Jeito de Claudia Foureaux! Talento a flor da pele!

Teatro Municipal de Niterói
Rua XV de Novembro, 35 – Centro – Niterói
Informações: (21) 2620-1624
Inteira R$ 30,00
Meia R$ 15,00
Classificação etária: 12 anos

Beijos, cheios de amor à música!!!!


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Zé Katimba e Monica Mac em "Recriando a Criação"

Em frente ao Teatro Municipal
Zé Katimba e Monica Mac
"Recriando a criação" é um espetáculo movido a pura emoção, idealizado pela sambista niteroiense Monica Mac e o Grupo Situkerê, em homenagem a Zé Katimba - O Chico Buarque do samba.
O show acontece no dia 7/6, sexta feira, as 20h, no Teatro Municipal de Niterói.

Sambista e compositor gravado por inúmeros intérpretes, Zé Katimba desde sempre, focou sua obra no universo feminino. Seu mergulho na alma da mulher foi tão profundo e tão abrangente, que assusta, inebria, encanta e prende!!! 
Premiadíssimo, Zé Katimba arrematou todos os prêmios da categoria, nos Estados do Rio de Janeiro e da Paraíba. Uma assumidade!!!
Recebeu o prêmio "Medalha Pedro Ernesto", maior honraria concedida pelo legislativo do Rio de Janeiro. O "Estandarte de Ouro", "Personalidade de Ouro" e ainda o  concurso "Cidadão Samba".  

Boutique da Música bateu um papo gostoso e apaixonado, com estes dois talentos escorpianos, emoção a flor da pele e soube um pouco mais do show!

Valéria Bernardo : - Como nasceu a ideia do show ?

Monica Mac – Era algo que eu já pretendia fazer há muito tempo. Eu e todos do meu grupo, sempre fomos apaixonados pelas composições do Zé que enaltecem a mulher, e o amor à mulher como privilégio humano e divino. Eu já estava querendo muito voltar ao teatro, e por um desses milagres maravilhosos que Deus nos concede, fomos nos aproximando, convivendo, eu fui descobrindo mais da obra e a pessoa desse poeta, que entende tanto da alma feminina. Tanto que costumamos chamá-lo de Chico Buarque do samba. Ele coloca a mulher num lugar, em que toda mulher gostaria de estar. Ele fala da mulher de uma forma absolutamente sensual, sem ser vulgar. Essa vontade foi tomando conta de mim, e concebendo cada detalhe de uma forma muito leve, descompromissada. Com a convivência, pude entender mais da alma desse menino de 80 anos, escorpiano  como eu... Emoção a flor da pele!!! E eu e o Ernani (se referindo ao marido e cavaquinista  do Grupo Situkerê) recebemos do Zé Katimba, uma música maravilhosa de presente, “A Verdadeira Paixão”. E as coisas foram fechando, se harmonizando, e quando demos conta, a concepção nasceu... (risos)

Valéria Bernardo: - O que representa nessa altura da sua carreira, em franca ascensão e expansão, se envolver com um projeto dessa envergadura, com este nome consagrado na nossa cultura sambista?


Monica Mac: - Eu considero um marco, dentre outros que já fiz.  A diferença é que os outros projetos como “ Samba Buarque de Holanda”, nós não tivemos acesso ao Chico. Montamos o projeto em cima da literatura e do acervo musical. O “Cartola” foi muito emocionante, mas ele não estava mais aqui.
O Zé, está conosco, ele está se envolvendo, compondo, contando as histórias, para que entendamos o processo de composição, todo o enredo por trás da obra e nesse ponto, eu considero um marco. 
Eu consigo me transportar para cada história que o Zé conta, de cada música. Por exemplo, quando ele fala da jaguatirica... "Quer coisa mais sensual do que a jaguatirica? A mulher é igual!! É selvagem, arranha, atiça, mas tem seu lado selvagem, ataca quando acuada, tem sentimento de posse, momentos de fúria. Ter uma mulher apaixonada é ter a mesma sensação de comer canjica, beber cachaça e aí está a sedução da mulher! É tudo que o homem quer. Na golada da cachaça, que arde mas dá prazer".
A concepção do show é assim: - Um banho inebriante de muita paixão, envolvimento, um mergulho na alma e no significado profundo da mulher na vida do homem e no mundo.
A parte social também está latente no show. Através da música “Bandeira da Fé”, que eu considero um ícone, um grito de alerta; “Emana” que traz um jogo de palavras inteligente e interessante com uma métrica desafiadora, “Roda da Vida” que é uma música pequena, com um movimento imenso. Essas músicas emitem um convite para que todas as pessoas saiam dos seus lugares,  e venham pro samba, que se deixem influenciar e levar pelo ritmo do samba.

Valéria Bernardo: - Quem faz a produção, direção do show?

Monica Mac: - Eu idealizei apenas, e fui experimentando ideias, fundos, formatos e consultando pessoas mais próximas, que se identificassem com o  projeto e que estivessem dispostas a ajudar. E depois de alguns ajustes e experiências, nós agregamos essas pessoas que de alguma maneira já estavam ligadas ao Zé ou se apaixonaram pelo projeto. E assim ficamos: - a direção Musical com Leandro Junior, direção de palco com Kiko Latanzzi, comunicação visual e web designer com Bruno Coelho e o figurino e maquiagem com  Marcil Moura. Uma turma bem afinada com toda a concepção do espetáculo. Houve muita identidade entre nós!  

Valéria Bernardo: - Quem são os músicos que participarão do show?

Monica Mac: - Leandro Junior ao violão, Hernani Valente no cavaquinho, Gustavo no surdo, Almir Sodré na percussão, Siri no sopro e minha mãe,  June Mac Cormick que fará uma participação especial ao violino. O Vagner e a Geise que darão um tempero especial, dançando muito samba. Eu queria fazer isso com o Hernani, mas com ele tocando cavaquinho e eu cantando, não vai dar muito certo... (risos)

Valéria Bernardo: - Zé, como fica seu coraçãozinho com tudo isso???

Zé Katimba: - O que eu sinto, é realmente o amor! A gente não explica!! Sente!! Eu sinto uma emoção muito grande, principalmente por ter partido de uma mulher fantástica com a Monica! A minha obra inteira, desde o iníco, sempre foi dedicada a exaltar a mulher. Porque a mulher pra mim, está acima do bem e do mal. Eu nunca disse uma palavra que desabonasse ou ofendesse a mulher. Então essa iniciativa, partindo de uma mulher como a Monica, é realmente o amor se mostrando em forma de música.
Valéria, eu amo tanto a mulher, e meu entendimento sobre a mulher é tamanho, que eu tenho certeza, que se um dia eu fui corno, a culpa foi minha. O homem que é traído, deu motivos! Falhou! Foi incompetente! Foi um bosta! (Pausa para aplausos e gritos de aprovação de todos que estavam a mesa, composta 90% de mulheres. Risos)
Uma coisa que a mulher é... É fiel! Até a prostituta, que vende sexo, ela guarda o seu melhor sexo, que é o sexo com sentimentos, para o homem que ela ama. Como na música “Preta de Ganho”, ela nunca se entrega para o cliente, ele se entrega verdadeiramente para o homem que ela ama. A mulher é uma verdadeira faculdade em termos de sexo. Eu, na minha vida boêmia, em mesa de bar, em roda de samba, nunca aprendi nada sobre sexo, que prestasse ou que fosse de valor, com homens. Tudo que eu aprendi sobre sexo de qualidade, eu aprendi com mulheres. Com a minha mulher, com amigas, com amigas dos meus filhos, me interessando pelo assunto, perguntando a mulher... A mulher sabe mais. O homem que não conhece a alma feminina é um pobre, miserável, cego e nu! Ele é um idiota. E “tá” assim de idiotas no mundo, achando que ser macho é comer todas, comer tudo mais novo que aparece, exibir para os amigos mais uma que comeu. O idiota não faz nenhuma feliz. Machuca todo mundo. Nasce, vive e morre burro e sozinho. A humanidade está avançando na ciência, não deixa de ser bom. Mas não avança nada em termos de caráter, sensibilidade, sentimentos puros. E isso não é bom. O que não emociona, não é bom. É como você ver uma cantora cantando insuportavelmente bem. Perfeita, afinada. Notas perfeitas. Mas é fria. A técnica dela não emociona. Não é bom.
Aí você vê uma cantora que não é muito afinada, mas é dona de uma sensualidade contagiante, que tem um timbre agradável, redondo, macio, e aí todo mundo grita e aplaude. Emociona. É bom. Sem essa alegria não há vida. A mulher é tudo de bom, com emoção, fica tudo de melhor!!
A humanidade nunca vai pagar a dívida que tem com a mulher!
Uma prova disso é minha eterna musa inspiradora, a Nely Silveira. Uma mulher muito especial. Que se tornou uma parceira incrível. E Deus me presenteou com a Nely, quando eu vivia um momento de terror existencial. Eu não compunha mais, não saía mais, estava num período muito difícil! E foi como se Deus me mostrasse, que minha obra, em torno e por dentro da mulher, não tinha sido em vão! Nely é minha ajudadora em tudo. Cuida de mim, da minha agenda, dos meus negócios, dos ensaios, da divulgação, dos meus remédios, da minha vida.
É ela quem abastece a turma de cafezinhos, comidinhas, dá pitaco nas minhas composições e quase rouba meus parceiros... (risos)
Eu sem a Nely, sou um nada.
No show, algumas das músicas, eu compus pra ela. Como “Na minha veia” que foi gravada pela Simone e título do disco. Estamos nesta caminhada há cinco anos, e eu me considero o homem mais feliz do mundo ao seu lado. Todos imaginam que somos casados. E eu encaro sim, como uma espécie de casamento. O casamento da amizade verdadeira, desinteressada... Ou melhor... Interessada em todo o bem do outro. Uma prova de generosidade incontestável.

Valéria Bernardo: - A Monica diz que esse show é um marco. Você também tem essa expectativa?

Zé Katimba: - Não tenho a menor dúvida. Eu ainda não vi o show inteiro, nem sei do que vai acontecer! Só presenciei um meio ensaio, na casa da Monica no Sítio Lua Nova, onde rola o samba Mac Valente... Que coisa emocionante. Eu já gravei com todas as maiores estrelas do mundo, e todas as outras que me perdoem... Mas eu nunca assisti a minha obra tão bem defendida, quanto eu sinto, quando a Monica canta! Meu sentimento é que dessa vez, minha  obra será a coisa mais fantástica do mundo, pelo amor e pela emoção que a Monica emana.

Monica Mac nos confidenciou ainda, que o maior desafio do projeto foi em aprender certas músicas que possuem uma métrica peculiar e que exigem bastante do intérprete, quando este, se propõe à excelência.
“ Não basta cumprir a métrica. Tem a interpretação, a emoção, o entendimento da mensagem. O convencimento do sentimento. “  Diz a cantora que por várias noites, acordou sobressaltada com a lembrança da estrutura melódica de “Emana”.

O show contará ainda com textos, que não existem. .. (risos)
Eu explico: -  Monica Mac entregará mensagens, que não foram escritas ou roteirizadas. Será a palavra pela emoção. Na hora H. No momento da emoção.

Os ingressos deste espetáculo que promete ser um mergulho profundo, apaixonado e apaixonante na alma feminina e na obra de Zé Katimba,  já estão a venda na bilheteria do Teatro Municipal de Niterói, R$ 40,00 inteira – R$ 20,00 meia
E ainda conta com a venda on line no  www.ingresso.com
É bom ficar atento aos apoiadores, Jornal Extra e Jornal Fluminense que lançarão em suas páginas, cupons com descontos. Basta recortar o cupon e apresentar na bilheteria do Teatro. Mas corra porque o número é limitado!!

Para conferir mais do espetáculo acesse http://recriandoacriacao.wix.com/

Um espetáculo que unirá o amor, a emoção, o samba, a dança, a poesia e o homenageado!!! Imperdível!!!

Beijos cheios de amor a música!!!!

domingo, 5 de maio de 2013

Boutique da Música entrevista : - Otávio Almeida, o mito

Boutique da Música clicou Otávio Almeida e suas marcas registradas, no Gut Café

Na última sexta em Icaraí, no charmosíssimo Gut Café, a Boutique da Música foi conferir o show de Otávio Almeida. O cantor apresentou uma homenagem a Emílio Santiago, (que vale ressaltar, consideramos primorosa). Repertório refinadíssimo, o intérprete não se contentou em cantar os grandes sucessos e fez uma seleção de extremo bom gosto do "lado B" do saudoso Emílio.
Otávio Almeida não se esmerou apenas no repertório. Sua imagem estava irrepreensível. Terno muito bem cortado, camiseta básica, mesclando padrões, sapato elegante, lenço estrategicamente manipulado com charme e delicadeza, e acessórios dourados e brilhosos, como o broche, que já virou sua marca registrada, compunham o visual impecável.
Otávio tem apenas 26 anos de idade e 13 de carreira. Nascido em São Gonçalo. Nunca estudou música. Nunca estudou canto. 
Um jovem cantor que surpreende a todos com seu vozeirão e seu estilo, dedicado aos sucessos dos anos 50/60. Quiçá mais antigos. Um banho de cultura para quem aprecia. Seu público,  95% feminino, de todas as idades, cantam junto, aplaudem, fazem pedidos, que são imediatamente atendidos e dão "selinhos" no rapaz, que também já virou marca registrada de Otávio. 
Uma surpresa em todos os aspectos, Otávio Almeida conquista a todos cantando músicas que desde antigamente já não se ouvem mais nas rádios. Discos ou Cds?? Só em lojas especializadas ou "sebos", o garoto é um achado, na melhor forma que "achado" significa. 
Conversamos com Otávio para entender melhor, que fascínio é esse, que exerce no público tão controverso em termos de gosto musical atualmente. Nos acompanhou, Gabriel Gonçalves, pianista, maestro, produtor e segundo palavras dele mesmo: - Babá do cantor. (risos)
Otávio declara sua indignação com algumas casas que oferecem música ao vivo, que não dão espaço para suas apresentações, alegando que a casa é de público jovem (referindo-se ao repertório do cantor): 
 - "Imagina uma coisa dessas!! Acho que música não tem idade. Tenho fãs de todas as idades, dos 16 aos 96 anos" brinca o cantor. E assim começamos nosso bate papo. 

Otávio : - Acho um descaso mesmo, e uma alienação dos donos das casas, achando que os jovens só ouvem coisas novas. 
Valéria: - Se você pudesse fazer algo diferente nesses 13 anos, o que faria?
Otávio: - Nada. Eu tenho muita coisa ainda, da minha praia pra apresentar. Não posso pensar em nada diferente agora.

Valéria: - O que você ainda não fez, que tem desejo de fazer?
Otávio: - Eu tenho vontade de fazer um espetáculo, num teatro, com toda estrutura de espetáculo mesmo, com troca de cenário, troca de figurino, que eu possa dar asas as minhas performances, de uma forma livre e totalmente artística. Sem ter que me preocupar em não poder cantar alguma música, que alguém porventura não conheça. Algo na praia de "Free Again" da Barbra Streisand por exemplo. Claro que teria "Conceição", claro que teria "bastidores" que são músicas que eu não posso nem pensar em não fazer, mas tenho em mente "New York, New York", com cartola e todos os exageros que são meus. Uma estrutura de banda mesmo, além dele, que é maravilhoso, que me acompanha há 5 anos... Acho que se ele me abandonar... Eu morro!! (se referindo ao Gabriel). Eu sou uma pessoa que abriria mão de qualquer coisa, para continuar cantando, para o resto da minha vida. É tudo muito alma e coração. Sentimentos mesmo.

Valéria: - Qual foi o seu maior desafio nesses 13 anos de carreira?
Otávio: - Foi assumir minha aparência, cheio de exageros e brilhos e tudo o mais, de peito aberto. Sujeito a receber críticas, a incompreensão das pessoas, sujeito a ser taxa de viado e outras coisas mais. Porque viado? Porque eu uso brilho? Eu sou muito vaidoso naturalmente. Uso creme pra dormir. Eu me cuido. E adoro a beleza de tudo. Adoro brilho. A vida tem que ter brilho. Assumir isso foi dureza no início, foi muito difícil. Mas depois as pessoas acabaram aceitando, hoje não existe outro Otávio. Ainda bem!!!

Valéria: Quais foram seus inspiradores nessa composição de imagem?
Otávio: Ahhh Tirei muita coisa do Ray Charles, do Elvis, Shirley Bassey, Liza Minelli... E no Brasil, só tem o Cauby Peixoto... (risos)

Valéria: Qual foi a maior conquista, a maior felicidade na sua carreira?
Otávio: Eu acho que a maior conquista foi quando eu tive certeza que eu era bom.

Valéria; E em que momento isso aconteceu? Houve um momento que possa considerar como "divisor de águas"?
Otávio: O Gabriel me ajudou muito nisso. No momento que o Gabriel entrou na minha vida, eu entendi onde estava e onde poderia chegar. Ele me ajudou muito. Ele me faz cantar melhor, supra minhas limitações, me apoia em tudo. Eu tinha muita insegurança, muitas dúvidas. Dedicado eu sempre fui, porque eu amo cantar e não me vejo fazendo mais nada. Mas ainda me considero relaxado pra algumas coisas.
Gabriel: O que acontecia, Valéria, é que o Otávio cantava muito só com a emoção. Era muita paixão. Muito sentimento. Nada de técnica. De uns anos pra cá, ele vem praticando, e entendeu como ele pode ser maior se conseguir mesclar as duas coisas. Isso deu a segurança que ele está falando.

Valéria: A parceria com o Gabriel então, foi muito bem sucedida?
Otávio: Olha, eu confio muito no Gabriel. Ele entende como eu quero cantar. Todas as idéias eu passo pra ele. É a pessoa que me corrige, me ensina, toma conta da minha voz mesmo. Isso pra mim é muito importante. É fundamental. Eu nem sei se estaria cantando ainda, se não tivesse acontecido a parceria com o Gabriel. Eu nem imagino meu futuro sem o Gabriel. Todos os meus sonhos de conquistas, realizações na carreira, incluem o Gabriel. Se eu conseguir, ele conseguirá porque estará ao meu lado.
Otávio Almeida e Gabriel Gonçalves no Gut Café
Valéria: - Projeto para o futuro?
Otávio: - (resposta censurada. Mas vocês saberão logo, promessa) Eu tenho alguns projetos. Esse espetáculo que te falei, por exemplo. Tenho o projeto "Encontro com a Saudade" que já está na estrada, que é um show de piano e voz, que faço com o Gabriel, que eu quero muito atingir a garotada. Quero batalhar a oportunidade de mostrar que música antiga, é linda, e tem grandes nomes que ainda estão vivos, e só estão fora da mídia, porque a mídia não honra o talento. A mídia honra a moda. E essas músicas podem agradar a um público mais jovem. Esse é meu grande projeto e grande desafio.

Valéria: - Como anda o coração do Otávio Almeida? Você teve um grande amor? Quem foi?
Otávio: - Anda muito bem. (risos e mais risos) Estou bem. O coração está batendo acelerado. O grande amor da minha vida é o amor que eu vivo hoje. Algo embasado em verdade, transparência, que é o importante na vida. O amor que eu estou vivendo agora, eu nem pensei que fosse ser assim. A pessoa é mais nova e eu fiquei meio preocupado no início, mas agora estamos bem. Uma pessoa que me ajuda, se preocupa se estou bem, me apoia, é uma pessoa que me completa. Não está comigo pelo artista. Está comigo pela pessoa que eu sou. Isso me faz muito bem.

E nesse clima de coraçõezinhos flutuando, terminamos nosso bate papo. 

Otávio Almeida, acompanhado de Gabriel Gonçalves ao piano, se apresentará na próxima sexta, no bar Navegantes em São Gonçalo. Uma homenagem ao dia das mães. No repertório, ele promete bossas e outras maravilhas.
O Navegantes fica na Rua Alberto Santos Carvalho, 149 - Parada Quarenta - São Gonçalo, a partir das 20h.

No dia 7/6, estará novamente no Gut Café. Casa em que se apresenta já há 2 anos e confessa: - "Eu adoro cantar no Gut. Eu me sinto em casa. O André (dono do Gut Café) é um parceiro, um querido. É um público que interage, pede músicas, canta junto, faz fila pra dar "selinho" e é um prazer pra nós fazer parte da agenda da casa, há tanto tempo."
O Gut Café fica na Avenida Sete de Setembro, 131 - Icaraí, Niterói, a partir das 20h. Maiores informações: 2714-0879

O cantor está providenciando um blaser pink. Afinal, a vida tem que ter brilho!!!
E nós aqui, aguardamos ansiosos esse novo figurino.

Contato para show: 55 21 6961-6961
                 E-mail: otavioalmeidacantor@gmail.com

Beijos cheios de amor à música.

Matéria oferecida por Boutique da Música

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Boutique da Música entrevista : Fatima Guedes


Fatima Guedes emocionou Niterói no Gracioso.
Boutique da Música entrevistou: - Fátima Guedes, no Gracioso Café Bistrô em Niterói
Boutique da Música conferiu!

Fatima Guedes, cantora e compositora, vegetariana, artesã das almas, da música, influenciada pela mãe, uma professora de literatura que a iniciou no mundo das letras; começou a compor com 15 anos. Desde então Fátima Guedes emplacou um sucesso atrás do outro. A cantora e compositora possui uma obra com onze discos gravados e muitas, muitas composições.
Suas músicas já foram gravadas por grandes nomes da nossa MPB, como  Maria Bethância, Nana Caymmi, Simone, Alcione, Leny Andrade, Beth Carvalho, Ney Matogrosso, Alaíde Costa, Jane Duboc  entre outros.
Fátima Guedes  está na estrada, desde maio de 2012,  com o espetáculo “Transparente”, onde canta Gilberto Gil, Gabriel – O pensador, Thiaguinho, Guinga, Lenine, Chico Buarque entre outros e surpreende a todos com um show pra cima, brincalhão, onde ela imprime sua marca nas mais variadas canções e ritmos contemporâneos.  Traz quatro canções autorais inéditas e alguns de seus grandes sucessos completam a obra. A concepção e sucesso do espetáculo, ela credita totalmente a sua nova fase de moradora do Rio de Janeiro, após 15 anos de Teresópolis.
Para o Gracioso Café Bistrô, a pedido de seu pianista Fernando Merlino,  Fatima Guedes também acompanhada de Jamil Jeanes no baixo, trouxe o pocket do espetáculo “Tanto que  aprendi do amor”. Um  show totalmente  autoral, permeado com a  poesia de Manoel Bandeira, que complementa assim, suas percepções sobre o  amor.
Eu estive lá e posso assegurar que foi uma apresentação, onde todas as almas foram expostas. Uma turma de mulheres e  homens  (no plural mesmo, vários, velhos, novos...) chorando emocionados, sensibilizados pela poesia,  voz ,  interpretação e pelo amor de Fátima Guedes.

Após o show, a Diva bateu um papo comigo. Confesso que em mais de um momento, tive que segurar as lágrimas durante a entrevista. Foi igualmente emocionante! Então vamos lá! Prepare-se para um banho de cultura e sensibilidade dessa ”artesã da música, da arte, e da alma - carioca - zona norte - pé no chão.”

Valéria: -  Você está na estrada com o espetáculo” Transparente” que é o maior sucesso de público e crítica. Porque escolheu fazer aqui no Gracioso, o “Tanto que aprendi do amor”?
Fátima Guedes: - Fazer este espetáculo hoje, foi preferência do Fernando  Merlino. Ele ama esse show, ama o repertório. E apesar do espetáculo ter sido encerrado por volta de 2010/2011, eu acatei o pedido dele, porque o show é realmente muito bonito, e eu faço tudo que o Merlino me pede. E ele tem muita razão no pedido. Veja... Nós preparamos um show geralmente para trabalharmos por um ano meio, um ano e oito meses, dois anos no máximo. Que é o bastante para viajarmos, mostrarmos o trabalho. E depois partimos para a concepção de outro espetáculo. Este show foi tão bom, mas tão bom, que ficou em cartaz por uns cinco anos aproximadamente. Eu sou uma apaixonada por literatura, e foi uma pesquisa deliciosa pelas poesias de Manoel Bandeira. Fui costurando os blocos, e o resultado foi um espetáculo muito teatral.  O show na sua concepção  possuía marcações, troca de figurino, iluminação, toda uma dramaticidade, que aqui não foi possível, por isso trouxemos uma pequena partícula do que era a apresentação do “ Tanto que aprendi do amor”.
Valéria: - E como você se sente, quando olha a plateia inteira, composta por mulheres e homens de todas as idades, chorando copiosamente, sem conter nem esconder as lágrimas, emocionados com suas canções?
Fátima Guedes: - (risos) Eu estou na vida artística para chacoalhar a mente e a emoção das pessoas. Eu não estou nisso porque quero, nem porque desejo. Acredito numa missão. Meu interesse não é dinheiro, fama ou qualquer coisa que pareça com isso. Eu quero cumprir minha missão de chacoalhar os pensamentos, e aí a emoção vem naturalmente. Foi pra isso que eu vim. Eu não faço entretenimento, eu faço arte. E não me considero uma artista. Me considero uma artesã da música e das almas das pessoas.
Valéria:-  O que você ainda não gravou e gostaria de gravar?
Fátima Guedes:-  Meu Deus... Olha... São tantas coisas maravilhosas... (hesitante) São tantas músicas, tantos nomes... E  novos nomes, novos talentos que vão surgindo... Tem coisas incríveis de Guinga, de Dori Caymmi, por exemplo... Depende do momento...
 É assim: - Toda observação para um novo show, pertence a um “click” que sua percepção, vai depender do momento que se está  vivendo.
Valéria: - Recentemente, Jorge Vercillo disse num chat que “gravaria ritmos atuais, como o funk por exemplo, desde que a qualidade melhorasse, porque a qualidade ainda é muito ruim”. Você gravaria outros ritmos?
Fátima Guedes: - Olha, o funk é uma música espetacular na medida em que retrata a realidade, o dia a dia das comunidades cariocas. É cultura. Se as letras trazem violência, ou os choques a algumas mentes,  a desvalorização da mulher por exemplo, é porque essa é a realidade que quem canta o funk vivencia. Mas apesar disso, e ninguém pode negar, é um ritmo fabuloso. É pra cima, mexe com todo mundo. É o que diz a letra: -“É som de preto, de favelado, mas quando toca, ninguém  fica parado”.
Se eu gravaria outros ritmos? Sim. Gravaria. Acho que já estou bem no caminho. No trabalho novo, “Transparente” eu já estou até cantando Rap no show. (risos)
Valéria: - O que você acha das releituras?
Fatima Guedes: - Eu acho ótimo. O negócio é colocar a música na rua. Não cabe a mim, falar da qualidade  de uma determinada gravação ou releitura. Cabe a mim, fazer música, fazer com que a letra diga o que for necessário dizer. Claro que numa mídia democrática como a internet, e com a tecnologia digital agora ao alcance de todos, onde é possível gravar um CD de excelente qualidade no quarto da sua casa, a gente encontra bons cantores, outros medianos, outros não tão medianos, mas o que eu acho que tira a prova dos nove, o momento da verdade dos fatos é o momento do corpo a corpo com a plateia. É no palco que alguém se consagra ou não. É por isso que eu dou aula de canto e preparo os meus alunos para o palco. Lá é onde tudo se revela.
Valéria: -  Fale do trabalho novo, “Transparente”
Fatima Guedes:  - Esse espetáculo está na estrada desde maio/2012. Tem a ver com o momento que eu estou vivendo de retorno ao Rio de Janeiro. Morei quinze anos em Teresópolis e voltei a cerca de um ano e meio. E para quem morava numa cidade de cento e cinquenta mil habitantes, dar de cara com a “mega cidade” com tantos “mega problemas” me assustou um pouco. Mas ao mesmo tempo, esse meu coração tijucano, esse meu coração zona Norte, pulsa muito forte. Minha paixão pelo Rio de Janeiro está no sangue. “Transparente” é o raio x dos meus sentimentos neste momento. Não é show muito romantizado, é mais politizado, eu canto coisas urbanas de Gabriel – O pensador, de Lenine, de Guinga, Gil e Chico que me situam na vida agora. Foi o que falei do “click” do momento ainda a pouco. Esse show  é, exatamente como eu estou. Em meio a uma confusão de emoções e choques. (risos)  De vez em quando eu xingo, brinco o tempo inteiro com plateia e o repertório agradou de uma forma abrangente. É uma transparência mesmo. Transparência de mim, neste momento.
Valéria: -  E o coração?
Fatima Guedes: (risos) -  Esse não está nada... (risos) Eu não tenho tido oportunidade de me envolver. Nem de buscar e nem de ser buscada... (risos) Estou num momento assim... Estava conversando com o Merlino hoje a tarde, e lembrei de uma canção gravada pela Nana, do Dori, que fala da saudade do sentimento.. Não é saudade de alguém. É saudade do amor que eu senti. Está tudo muito calmo nesse sentido.
Valéria: -  Qual foi a maior conquista da mulher Fatima Guedes?
Fatima Guedes: -  A independência financeira que me trouxe a independência filosófica. Minha independência de opinião foi a maior conquista da minha vida. Suada, batalhada, mas aos pouquinhos fui me colocando e trazendo as coisas para onde eu queria. Atingi um estágio onde não sinto mais medo. Sabe aquele medo de tudo? Aquela insegurança? Isso não existe mais. Não tenho mais medo de ficar sozinha, nem de perder alguém  ou perder algo. Os medos, nessa fase, mudam de cara e de foco. Hoje em dia, os meus medos são muito pequenos.
Valéria: -  Qual foi a maior conquista da cantora, da musicista Fatima Guedes?
Fatima Guedes: -  Esse público hoje cantando “Faca”. Valéria olha... Que emoção. Porque “Faca” não foi uma música que estourou nas paradas de sucesso, não foi muito executada nas rádios. “Faca” é uma música literalmente do “lado B”. Foi incrível ver todos cantando juntos. E cantando alto. Foi maravilhoso! Essa é a minha maior conquista. Sensação de dever cumprido. Isso não tem preço!
Valéria: - Você tem religião?
Fatima Guedes: -  Eu sou bastante ecumênica. Sou espiritualista, reencarnacionista. Tenho uma visão de mundo e de vida, que caminha com o deísmo  Acredito muito em Deus. Acredito que todos nós viemos pra cá com uma missão e com um motivo. E que nada acontece por acaso. Acredito numa superioridade, numa supremacia, em Deus que está acima de todos, orquestrando, cuidando, amparando, ensinando.

E assim nos despedimos. Euzinha, com o choro entalado na garganta... Choronaaaa...
Mas isso é assunto para um outro post!

                                             
Contato para show: Flávio Loureiro  (21) 9778-0003/2625-2275/24*61723
                                                   flaviolpcd@gmail.com

Beijos cheios de amor a música!!

Matéria oferecida por> http://boutiquedamusica.wix.com/boutiquedamusica